Sunday, November 27, 2005

listen


BROADCAST
Tender Buttons

"Broadcast have grown up, got rid of the excess luggage and focused on the essential elements in their music to produce a consistent, confident and mature record."
4.8/5

the milk factory

Alone

From childhood's hour I have not been
As others were; I have not seen
As others saw; I could not bring
My passions from a common spring.
From the same source I have not taken
My sorrow; I could not awaken
My heart to joy at the same tone;
And all I loved, I loved alone.
Then- in my childhood, in the dawn
Of a most stormy life- was drawn
From every depth of good and ill
The mystery which binds me still:
From the torrent, or the fountain,
From the red cliff of the mountain,
From the sun that round me rolled
In its autumn tint of gold,
From the lightning in the sky
As it passed me flying by,
From the thunder and the storm,
And the cloud that took the form
(When the rest of Heaven was blue)
Of a demon in my view.

Edgar Allan Poe
The Strange Experience of Beauty
Lesley Dill

Saturday, November 26, 2005













Rustboy
Bryan Taylor
www.rustboy.com

cinema














Grizzly Man
Título original: Grizzly Man
De: Werner Herzog
Género: Doc
ESP/FRA/GB, 2005

"No seu novo e hipnotizante filme «Grizzly Man», premiado este ano no Festival de Cinema de Sundance e sensação nesta temporada cinematográfica, o aclamado realizador Werner Herzog («Aguirre, o Aventureiro», «A Canção de Bruno S.», «Nosferatu, o Fantasma da Noite» e o mítico «Fitzcarraldo»), explora a vida e a morte de Timothy Treadwell, ambientalista grande conhecedor dos ursos-pardos ("grizzly") e da sua preservação na vida selvagem.
Treadwell ganhou notoriedade por viver desarmado no habitat dos ursos durante treze Verões a observar e a estudar o seu comportamento, fotografando e filmando todas as suas experiências e aventuras... até que, em Outubro de 2003, os restos mortais de Treadwell e da sua companheira, Amie Huguenard, foram encontrados junto ao seu acampamento no Parque e Reserva Nacional de Katmai no Alasca. Tinham sido mortos e devorados por um urso-pardo, sendo as primeiras vítimas de um ataque de ursos no Parque.
Nos últimos cinco anos da sua vida, Treadwell filmou a sua jornada na vida selvagem.
Em «Grizzly Man», Herzog leva-nos a penetrar não só no âmago do mistério dessa vida, como também na misteriosa natureza humana. Existe uma fronteira que separa o Homem da Natureza? "
cinema2000

Este filme mostra a relação entre um homem e sua ideia de natureza.
Este não aceitou viver na civilização e encontra na natureza selvagem o seu mundo e o seu fim.

Thursday, November 24, 2005


Jean Cocteau

"Man is condemned to be free; because once thrown into the world, he is responsible for everything he does."
Jean-Paul Sartre

Doze moradas de silêncio

Doze moradas de silêncio
hoje é dia de coisas simples (Ai de mim!
Que desgraça! O creme de terra não voltará a aparecer!)
coisas simples como ir contigo ao restaurante
ler o horóscopo e os pequenos escândalos
folhear revistas pornográficas e
demorarmo-nos dentro da banheira
na ladeia pouco há a fazer
falaremos do tempo com os olhos presos dentro
das chávenas
inventaremos palavras cruzadas na areia... jogos
e murmúrios de dedos por baixo da mesa
beberemos café
sorriremos à pessoas e às coisas
caminharemos lado a lado os ombros tocando-se
(se estivesses aqui!)
em silêncio olharíamos a foz do rio
é o brincar agitado do sol nas mãos das crianças
descalças
hoje

Al Berto

Femme Fatale

Here she comes, you better watch your step
She's going to break your heart in two, it's true It's not hard to realize
Just look into her false colored eyes
She builds you up to just put you down, what a clown
'Cause everybody knows (She's a femme fatale)
The things she does to please (She's a femme fatale)
She's just a little tease (She's a femme fatale)
See the way she walks
Hear the way she talks
You're put down in her book
You're number 37, have a look
She's going to smile to make you frown, what a clown
Little boy, she's from the street
Before you start, you're already beat
She's gonna play you for a fool, yes it's true
'Cause everybody knows (She's a femme fatale)
The things she does to please (She's a femme fatale)
She's just a little tease (She's a femme fatale)
See the way she walks
Hear the way she talks

The Velvet Underground & Nico

Tuesday, November 22, 2005

desafio


Tentem encontrar nomes de bandas/interpretes musicais no poster, são 74.
este veio por email pelo gomezzz,
o site oficial do jogo

Monday, November 21, 2005

cinema

Ferro 3

Título original: Bin-jip» / «3-Iron»
Realização: Kim Ki-duk
Intérpretes: Jae Hee, Lee Seung-yeon, Kwon Hyuk-ho, Joo Jin-mo, Choi Jeong-ho, Lee Dah-hae, Park Dong-jin
Coreia do Sul/Japão, 2004

Sinopse:
"Tae-suk (Jae Hee) vagueia pelas ruas na sua mota em busca de casas abandonadas. Nelas força a entrada e aí permanece. Mas um dia este homem entra numa casa que não imagina ocupada por Sun-hwa (Lee Seung-yeon), uma mulher descontente com o seu casamento. Os dois decidem assim embarcar numa jornada, onde pernoitar em casas alheias passa a ser o seu dia a dia. "

c7nema
"Este é um filme tão difícil de ver, como belo no seu silêncio. Quase não há diálogos e pelo ecrã surgem imagens que requerem uma tradução espiritual e sentimental. "
Jorge Pereira do c7nema

Sunday, November 20, 2005


Dança
Didon et Énée
coreografa Sasha Waltz

listen




THE CLIENTELE
Strange Geometry

http://www.theclientele.co.uk/

"On previous Clientele records loneliness and romantic longing led to a hyper-aware state of quiet contemplation; here there's a vague suggestion of underlying violence. "The crowd" is mentioned throughout Strange Geometry but the narrator never seems part of it. Instead he wanders the streets seeing things--lifeless bodies in doorways, his own face inside trees-- that may or may not be there. "
Rating: 8.6
in Pitchforkmedia

ouvir: Losing Haringey

Saturday, November 19, 2005


PETER DAVIES

Nedko Solakov

concerto


Sigur Rós
No seu último concerto entre nós, os Sigur Rós despediram-se com uma única palavra como pano de fundo: "Takk" (em português, "obrigado"). Vêm agora retomar a relação onde a deixaram, apresentando o novo álbum, baptizado com esse nome. Vão estar no Coliseu do Porto a 19 de Novembro, descendo ao de Lisboa no dia seguinte.
A banda islandesa goza de um forte culto entre nós. E nem sequer é preciso entender uma palavra - o que não é de todo surpreendente quando nos damos conta da melancolia destes ambientes sonoros que, a par de uma rejeição da marcha do tempo, eleva as canções a um qualquer ponto etéreo difícil de definir .

dança















LOCAL
Lisboa, Centro Cultural de Belém

19-11-2005 às 21h0


A Sagração da Primavera + Folding
O coreógrafo, bailarino, pintor e designer chinês Shen Wei apresenta-se em Portugal com a sua companhia norte-americana, Shen Wei Dance Arts. Traz as coreografias "A Sagração da Primavera" e "Folding", para ver nos dias 18 e 19 de Novembro no Centro Cultural de Belém, em Lisboa.
Criada em 2003, "A Sagração da Primavera", com música de Stravinski, é dançada por 12 bailarinos que se movem num cenário que lembra um mural abstracto, repleto de brancos, negros e cinzentos.Os corpos parecem fazer o efeito de pincéis a passarem sobre esse mural (que vira tela). A peça baseia-se num diálogo entre movimento, música e imagens visuais.
Na segunda parte, a companhia dança uma coreografia de 2000, "Folding". Com cantos tibetanos e música de John Tavener, é uma obra para toda a companhia. Os negros e os vermelhos são as cores predominantes dos bailarinos, que contrastam com o pano de fundo pintado à mão que é uma reprodução de uma aguarela chinesa do século XVIII de Ba Dan San Ren. O ambiente é surrealista, fora do tempo e do espaço.

Friday, November 18, 2005

Auto-retrato

Espáduas brancas palpitantes:
asas no exilio dum corpo.
Os braços calhas cintilantes
para o comboio da alma.
E os olhos emigrantes
no navio da pálpebra
encalhado em renúncia ou cobardia.
Por vezes fêmea. Por vezes monja.
Conforme a noite. Conforme o dia.
Molusco. Esponja
embebida num filtro de magia.
Aranha de ouro
presa na teia dos seus ardis.
E aos pés um coração de louça
quebrado em jogos infantis.

Natália Correia

Thursday, November 17, 2005


"Tornámo-nos civilizados demais para compreender o que é óbvio."
George Orwell

listen



http://www.artbrut.org.uk/

Exposição



















Foto : Hilário


ILLUSTRA-TE


Espaço Atmosferas
Rua da Boavista, 67D

Até dia 18 de Novembro,
12h às 14h e 16h às 20h

"É difícil ver como somos, porque já estamos fartos de nos ver. Por isso a ETIC_ lançou um desafio a todos para se auto-ilustrarem. Muitos trabalhos se destacaram aos olhos do júri, mas o que melhor se ilustrou aos seus olhos foi o trabalho "Cordeiro Negro" de Ricardo Cordeiro, ganhando este curso na ETIC_ . Na exposição podem ver-se os melhores trabalhos, expostos em bonecos brancos e gordinhos como que a representar o corpo das ilustrações. Visitar a exposição, em alguns desses corpos, pode fazer-se o exercício que os 160 artistas fizeram: ilustra-se mas com uma caneta num papel de acetato de encontro um espelho. Ainda não é oficial mas para o início de Janeiro vai haver outra iniciativa como esta com tema será diferente, ilustrar os outros. Ilustrem as vossas agendas com este evento. "/ Duarte Nuno
http://www.lecool.com/newsletter.php?city=3&lang=PT

Wednesday, November 16, 2005

RUA DA ACADEMIA DAS CIÊNCIAS

Procurei os teus olhos, quis achar
Nos teus olhos a luz que nos salvasse.
Mas tu não tinhas olhos tinhas plateias
No Liz no S. Luís e no Terrace

Busquei teu coração, não desisti à primeira.
Teu seio arfava arfava docemente
Por força que por baixo que por dentro
Tinhas um coração terno como gatinhos
Mas afinal não tinhas coração tinhas um saco
Com Jean-Paul Sartre e rendas a cinquenta o metro

Falei com tua mãe. Era impossível
O engano. Com certeza
Que o engano era impossível.
Mas ela murmurou: saia daqui, senhor,
Que anda você a traficar com a minha filha?

De forma que o entrar nas tuas pernas
Foi como entrar num tribunal de contas.
Não tinhas pernas tinhas passadeira
Arroz licores outro noivo e gritinhos.

Cesariny

Sunday, November 13, 2005

The Bleeding Heart Show

I leapt across three or four beds into your arms
Where I had hidden myself somewhere in your charm
Our golden handshake has been smashed into this shape.
It's taken magic to a primitive new place
Watch 'em run, although it's the minimum, heroic

We hunched together in one chair out on the deck
In snow that froze and fell down on the modern set
It looked as if I picked your name out of a hat
Next thing you know you are asleep in someone’s lap
Watch 'em run, although it's the minimum, heroic

We quit the room
Quit so our thoughts could rest
Rest them, I'll never move?
That's when we grab a hold
Of whatever it is we fell into
Lousy with your content
With what the majestic cannot find
In business of your lives
The perception, it is wrong, mile after mile
The phantom taste drinking wine from your heels

We have arrived too late to play the bleeding heart show

The New Pornographers

listen


the evens

Saturday, November 12, 2005





















Ron Mueck



















jenny saville


Franz Marc
Fighting Forms

dança


The Miraculous Mandar in Mysterious Visions

Companhia de Bailado EgriBiancoDanza.The Miraculous Mandarin; Susanna Egri, coreografia; Bèla Bartók, música; Menyhért Leugyel, libreto; Emanuele Luzzati, cenário; Tullio Rolandi, vídeo.Mysterious Visions; Raphael Bianco, coreografia; S. Rachmaninov, Ch. Ives, S. Reich, Y. Cage, música; Tullio Rolandi, vídeo.
16 Nov: 21h
Teatro Camões

A Companhia EgriBiancoDanza apresenta duas coreografias. Em The Miraculous Mandarin Susanna Egri parte da versão original de Bartòk mas desenvolve o seu sentido ao introduzi-lo num contexto presente. Através da fusão entre a interpretação ao vivo e as imagens vídeo, esta história pretende ilustrar a violência e a degradação próprias dos cenários metropolitanos modernos. Criada em 2001 para o Festival de Primavera de Budapeste, esta coreografia tem sido aclamada pela crítica e pelo público.

agenda cultural
















"My witness is the empty sky."
Jack Kerouac

Friday, November 11, 2005

A minha sombra sou eu,
ela não me segue,
eu estou na minha sombra
e não vou em mim.
Sombra de mim que recebo a luz,
sombra atrelada ao que eu nasci,
distância imutável de minha sombra a mim,
toco-me e não me atinjo,
só sei do que seria
se de minha sombra se chegasse a mim.
Passa-se tudo em seguir-me
e finjo que sou eu que sigo,
finjo que sou eu que vou
e não que me persigo.
Faço por confundir a minha sombra comigo:
estou sempre às portas da vida,
sempre às portas de mim!

Almada Negreiros
"Deus é o único equívoco que eu não posso perdoar ao homem"
Sade
cortar
arder
intoxicar

revólver frio junto à pele
bala quente que penetra

extinção
inexistência

a busca do Nada

Dia de Santa Catarina

O silêncio vem das máscaras de lodo e águia
as palavras amordaçam-te.

Abriste a janela verde
espaço ás riscas verdes bordado de cal
pelas tardes medrosas até Novembro.

Os meus olhos revoltam os barcos
retinas ácidas e solenes como patas de cão

Podes ficar amordaçada de palavras
sem água ou almíscar
e não entender o sangue e seus acólitos
nem que a vida é como terra pisada
uvas sorvidas no dorso das árvores
porque dá prazer olhar para o fundo do poço.

Entretanto,
metódico, acusa-te de teres aberto a janela.

Fernando Grade

Wednesday, November 09, 2005

"Sendo diversos os modos de alcançar o poder,a forma de reinar é sempre idêntica "
La Boétie

CONSTRUÇÃO

Amou daquela vez como se fosse a última
Beijou sua mulher como se fosse a última
E cada filho seu como se fosse o único
E atravessou a rua com seu passo tímido

Subiu a construção como se fosse máquina
Ergueu no patamar quatro paredes sólidas
Tijolo com tijolo num desenho mágico
Seus olhos embotados de cimento e lágrima

Sentou pra descansar como se fosse sábado
Comeu feijão com arroz como se fosse príncipe
Bebeu e soluçou como se fosse um náufrago
Dançou e gargalhou como se ouvisse música

E tropeçou no céu como se fosse um bêbado
E flutuou no ar como se fosse um pássaro
E se acabou no chão como um pacote flácido
Agonizou no meio do passeio público

Morreu na contramão atrapalhando o tráfego

Amou daquela vez como se fosse o último
Beijou sua mulher como se fosse a única
E cada filho seu como se fosse o pródigo
E atravessou a rua com seu passo bêbado

Subiu a construção como se fosse sólido
Ergueu no patamar quatro paredes mágicas
Tijolo com tijolo num desenho lógico
Seus olhos embotados de cimento e tráfego
Sentou pra descansar como se fosse um príncipe
Comeu feijão com arroz como se fosse o máximo
Bebeu e soluçou como se fosse máquina
Dançou e gargalhou como se fosse o próximo

E tropeçou no céu como se ouvisse música
E flutuou no ar como se fosse sábado
E se acabou no chão como um pacote tímido
Agonizou no meio do passeio náufrago

Morreu na contramão atrapalhando o público

Amou daquela vez como se fosse máquina
Beijou sua mulher como se fosse lógico
Ergueu no patamar quatro paredes flácidas
Sentou pra descansar como se fosse um pássaro
E flutuou no ar como se fosse um príncipe
E se acabou no chão como se fosse um pacote bêbado

Morreu na contramão atrapalhando o sábado

Chico Buarque

Monday, November 07, 2005

listen













Vashti Bunyan
Lookaftering

"There is a certain amount of domesticity in Lookaftering, as well, in the concept behind the title and in the feeling of the songs themselves. There is a peace in these songs, one which almost contradicts the inherent sadness. Listening to this music there is no sense of falsity, no real loss of hope."
in popmatters

http://fat-cat.co.uk/fatcat/artistInfo.php?id=98

video




















Devendra Banhart
I Feel Just Like A Child video

Sunday, November 06, 2005

Spring Street

Não me venham com histórias. Que a vida
é do domínio espiritual e por isso
bem superiores os bens do espírito.

Quer ser útil, cuidar de enfermos,
o teatro, a pintura, livros, a música,
desporto, cinema, o grão-dinheiro...
esse ânimo enchem de delícias.

Não me venham com histórias infantis.

O deleite supremo é o orgasmo.
Os outros são apenas sinais leves,
sugestões pobres do prazer
que com moças na cama se consegue

nelas ejaculando como um deus.
Para outros esses gostos secundários.
Para mim o gozo intenso: a mulher

J.M.Fonollosa

















© sundaymorning

listen













"It's a word that gets mentioned in just about every review of Murcof's work, but "cinematic" is a term that definitely comes to mind when listening to Remembranza. It's a dark and melancholy place too, most of the time, with classical flourishes that sound like they were inspired by composers like Henryk Gorecki and Arvo Pärt. Even when Corona adds a slightly playful element (like the quiet found sound of someone laughing on "Rostro"), it sounds more creepy or haunting because of the surrounding instrumentation."

in Almostcool

http://www.murcof.com/

caminhada


















ontem fiz uma caminhada organizada pela ana e o ricardo
17 km
de cabo espichel a sesimbra
estavam lá pessoas muito simpáticas,
estava lá o Pedro,
Jameson , claudia, a mónica, a claudia e muitos mais....

Friday, November 04, 2005

blog

Poetry

it
takes
a lot of
desperation
dissatisfaction
and
disillusion
to
write
a
few
good
poems.
it's not
for
everybody
either to
write
it
or even to
read
it.


Charles Bukowski

"Life is a moderately good play with a badly written third act."
Truman Capote

Thursday, November 03, 2005












©Edward Hopper

The Loneliness One dare not sound

The Loneliness
One dare not sound --
And would as soon surmise
As in its Grave go plumbing
To ascertain the size --
The Loneliness whose worst alarm
Is lest itself should see --
And perish from before itself
For just a scrutiny --
The Horror not to be surveyed --
But skirted in the Dark --
With Consciousness suspended --
And Being under Lock --
I fear me this -- is Loneliness --
The Maker of the soul
Its Caverns and its Corridors
Illuminate -- or seal --

Emily Dickinson
Minha mulher, a solidão,
Consegue que eu não seja triste.
Ah, que bom é o coração
Ter este bem que não existe!
Recolho a não ouvir ninguém,
Não sofro o insulto de um carinho
E falo alto sem que haja alguém:
Nascem-me os versos do caminho.
Senhor, se há bem que o céu conceda
Submisso à opressão do Fado,
Dá-me eu ser só - veste de seda -,
E fala só - leque animado.

Fernando Pessoa

hopper

The Mariner's Revenge Song

We are two mariners
Our ships' sole survivors
In this belly of a whale
Its ribs are ceiling beams
Its guts are carpeting
I guess we have some time to kill
You may not remember me
I was a child of three
And you, a lad of eighteen
But I remember you
And I will relate to you
How our histories interweave
At the time you were
A rake and a roustabout
Spending all your money
On the whores and hounds
You had a charming air
All cheap and debonair
My widowed mother found so sweet
And so she took you in
Her sheets still warm with him
Now filled with filth and foul disease
As time wore on you proved
A debt-ridden drunken mess
Leaving my mother
A poor consumptive wretch
And then you disappeared
Your gambling arrears
The only thing you left behind
And then the magistrate
Reclaimed our small estate
And my poor mother lost her mind
Then one day, in spring
My dear sweet mother died
But before she did
I took her hand as she, dying, cried:
"Find him, bind him
Tie him to a pole and break
His fingers to splinters
Drag him to a hole until he
Wakes up naked
Clawing at the ceiling
Of his grave
It took me fifteen years
To swallow all my tears
Among the urchins in the street
Until a priory
Took pity and hired me
To keep their vestry nice and neat
But never once in the employ
Of these holy men
Did I ever, once, turn my mind
From the thought of revenge
One night I overheard
The prior exchanging words
With a penitent whaler from the sea
The captain of his ship
Who matched you toe to tip
Was known for a wanton cruelty
The following day
I shipped to sea
With a privateer
And in the whistle
Of the wind
I could almost hear...
"Find him, bind him
Tie him to a pole and break
His fingers to splinters
Drag him to a hole until he
Wakes up naked
Clawing at the ceiling
Of his grave
"There is one thing I must say to you
As you sail across the sea
Always, your mother will watch over you
As you avenge this wicked deed"
And then that fateful night
We had you in our sight
After twenty months at sea
Your starboard flank abeam
I was getting my muskets clean
When came this rumbling from beneath
The ocean shook
The sky went black
And the captain quailed
And before us grew
The angry jaws
Of a giant whale
Don't know how I survived
The crew all was chewed alive
I must have slipped between his teeth
But, oh! What providence!
What divine intelligence!
That you should survive
As well as me
It gives my heart
Great joy
To see your eyes fill with fear
So lean in close
And I will whisper
The last words you'll hear

Decemberists

listen

Wednesday, November 02, 2005

Modern World

I'm not in love with the modern world
I'm not in love with the modern world
I was a torch driving the savages back to the trees
Modern world has more ways
And I don't mention it since it's changed
While the people go out and the people come home again
It's gotta last to build up your eyes
And a lifetime of red skies
And from my bed saying your haunted hissing in my bed
Modern world don't ask why
Cause modern world build things high
Now they house canyons filled with life
Modern world i'm not pleased to meet you
You just bring me down
Modern world i'm not pleased to meet you
You just bring me down
Modern world i'm not pleased to meet you
You just bring me down
Modern world i'm not pleased to meet you
You just bring me down

Wolf Parade

© sunday morning

Tuesday, November 01, 2005